segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

13 de Dezembro Dia De "SANTA LUZIA"



AUTO DE SANTA LUZIA

Luzia, Aquela que tem a luz em seu nome
Brilha, ao lado de Deus, para sempre
O amor ao pai sempre foi a sua fome,
E seu exemplo está mais vivo no presente

Nasceu em Siracusa, em 280, na Itália
No seio de uma família rica, abastada
Tinha o amor do pai que a queria
Para ser famosa e muito amada...

Deixou-a muito cedo seu amado pai
Quando tinha apenas quatro anos de idade
Morto o pai, a mãe queria protegê-la
E ensinar o amor que por Jesus cultivava

Intensamente agarrada á sua crença
Dona de posses de seu pai herdados
Vivia para exercer com amor a caridade
E ajudar aos irmãos necessitados

Era linda e jovem, tinha o mundo pela frente
E assim começava a despertar o amor
Daqueles que viam o seu rosto inocente
E tinham o peito incendiado de fervor...

A mãe de Luzia pensava em seu futuro
Queria para ela um nobre casamento
E escolhia no seu meio, a alta sociedade,
Um jovem importante para genro

“filha, é preciso que aceites Patrício,
Ele é bom, é rico, e tudo poderá te dar
Serás feliz com ele para sempre,
E é meu desejo maior te ver casar..”

“minha mãe, não posso me casar com ele,
Nem com homem algum deste mundo
Eu serei para sempre apenas de Jesus,
Seu amor é o maior, o mais profundo”

“eu amo a face de Luzia,
Amo os seus olhos, pérolas do mar
Não posso perdê-la para pobres, miseráveis,
Para sempre comigo ela deve ficar”

Delicadamente, mas com toda segurança,
Luzia o pedido insistente rejeitava
Mas Patrício não perdia a esperança
E o desejo febril que alimentava

Luzia era devota de Santa Águeda,
Virgem, mártir, de Saracusa a padroeira
Era assim mesmo que ela desejava ser,
Devotando a Deus a sua vida inteira...

Adoeceu Eutíquia, a mãe de Luzia,
E ela a levou ao tumulo da Santa
E ali mesmo ela recebeu a cura total,
Reacendendo sua fé e esperança...

A mãe de Luzia, pelo milagre tocada,
Percebe na filha o sinal da santidade
Permite que ela siga o próprio desejo
De oferecer a Deus a sua castidade

Permite também que compartilhe
Com os pobres os bens e a riqueza
Luzia é feliz doando as suas posses
Minimizando as dores da pobreza

Era cada vez mais forte a vocação
E a bela entregava totalmente a juventude
Com a certeza plantada em seu coração
De servir a Deus com plenitude!

Patrício, inconformado, recorreu a Pascácio
Pro Cônsul da cidade e seu amigo
Pediu-lhe que convencesse Luzia
A aceitar rapidamente o seu pedido

“o que vês nessa jovem, meu amigo,
Que o impede de procurar outra pessoa
Tens de tudo para ousar outra conquista
Porque escolher a quem sempre te recusa?”

“são uns olhos que brilham como estrelas,
Reluzindo como pérolas encantadas,
Como faróis poderosos que auxiliam
Os perdidos a encontrarem as estradas...”

A resposta de Luzia, outra vez foi não
Patrício começou a ficar enfurecido
O amor virou ódio a gotejar veneno
O coração eu amava ficou empedernido

O jovem então arquitetou sua vingança
Pois não aceitava o não de sua amada
Ao descobrir que Luzia era cristã
Resolveu então denunciá-la

Naquele tempo o imperador Deocleciano
Perseguia os seguidores de Jesus
Cristãos eram torturados e morriam
Abraçados a crença, ao poder dar cruz

Disse Pascásio á destemida Luzia
“Abandona a tua fé ou a tua sorte
Será sofrer os castigos dolorosos
Até que peças por piedade, a morte”

“Nada, nem a morte, me fará abandonar
A fé que tenho no meu Deus e meu senhor!
Nenhuma ameaça me fará mudar,
Nem mesmo a ordem de um imperador”

Os donos do poder, então, Sentiam-se feridos
E resolveram usar a fria crueldade
Mandaram prender Luzia e a amarraram
Diante dos olhos assustados da cidade

Quero que morra agora, gritou Pascásio,
Por desobediência total ao grande imperador
Soldado, mostre o poder da obediência
Que a sua lâmina exiba o seu furor!

O soldado, então, obedecendo á ordem
Segura firmemente a arma fria
Que pesadamente cai trazendo a morte
Sobre o pescoço inocente de Luzia...

O ano era 304, o dia 13 de dezembro
Ali, no chão, a vida de Luzia se acabava
Sua alma, contudo, leve e agradecida
Aos braços de Deus, pura, se entregava

Logo sua história nobre se espalhou
E ninguém apagava o exemplo de Luzia
Milagres aconteceram, só provando,
A santidade que em vida já se via....

Contam que um dia, ao saber da fala
Sobre Patrício e o fascínio por seus olhos
Ela os arrancou e os colocou num prato
E ao jovem persistente os enviou

Depois, num milagre Maximo de Deus
Seus olhos salvos ao lugar voltaram
Com mais força, mais brilho, mais beleza
No valente rosto que sempre enfeitaram

E, hoje, e eternamente no reino de Deus
O olhar de Luzia para sempre brilha
Protegendo das doenças nossos olhos,
Poder que o senhor reservou á sua filha.

“eu serei a tua luz eternamente
Se a tua fé deixares para sempre acesa
Vem para mim, que eu serei teus olhosNo colo da nossa sempre amada igreja!”.


Os Personagens apresentou o AUTO DE SANTA LUZIA no Sábado a noite Dia 11, Domingo de manhã e a noite Dia 12 e Segunda-Feira a noite dia 13, Estudamos os textos, as falas e ensaiamos muito para que o auto sai se o melhor de nós, incorporando nossos personagens e nossas falas agradeço a equipe do José Farid Zaine, que nós ensaio e nós acolheu de braços abertos.





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